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Catarse agosto 2, 2008

Posted by lilaliss in curiosidade.
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a) Aristóteles:

Catarse é palavra a que alude Aristóteles na Arte Poética quando trata dos efeitos da tragédia.

A tragédia é vista aí como imitação de uma ação de caráter elevado, imitação por meio de atores e não de narrativa, quer dizer, por meio de representação e não de recitação, e que, suscitando terror e piedade, tem por efeito a purificação dessas emoções. A purificação é catarse.

Ou seja:

“Catarse é a purificação das almas por meio da descarga emocional provocada por um drama. Passando da felicidade para a infelicidade (drama, choro e desespero). E não pode ser ocasional, mas sim acolhida pelas escolhas do índividuo”.

A catarse, enquanto purificação de emoções obriga-nos a colocar o problema, sempre muito discutido, mas nunca de todo esclarecido.

Apontem-se ainda as incidências da palavra na psicanálise freudiana, onde o tratamento, de tipo catártico, visa também a purificação das paixões. Se a matriz antropológica da poesia, entendida esta em sentido aristotélico, quer dizer, dramático, parece ser o culto religioso mais arcaico, nascido na época da sendentarização humana, a matriz mais imediata da psicanálise pode ser, por sua vez, a representação ou a associação poéticas.


b) Sigmund Schlomo Freud:

Freud era medico discípulo de Breuer Segundo a teoria de Breuer, que logo foi incorporada e melhor descrita por Freud, as doenças mentais provinham de conflitos que estavam localizados na mente da pessoa, e não necessariamente de problemas biológicos. Breuer acreditava que através da hipnose a pessoa poderia driblar censuras que a impediriam de lembrar certos fatos (os traumas), e assim melhorar sua idéia de tais, ou vivenciar experiências. Freud depois descreveu esse estado como catarse. Freud discordava quanto à eficiência da hipnose, e em contrapartida desenvolveu a técnica da livre associação. Foi aí que a Psicologia Clínica nasceu, porque trouxe a “cura pela palavra”. Essa é uma formulação rasa da Psicologia Clínica para um melhor entendimento dos termos empregados aqui é preciso de mais pesquisa referente como se constituí os métodos da psicologia freudiana. Não há aprofundamento neste post para que o tema catarse não se inche.

Catarse – expressão emocional intensa eliciada dentro de um ambiente terapêutico contido. Esta terapia emotiva segue em linha direta desde formas iniciais de artes de cura antigas até estudos científicos recentes, explorando a ligação entre corpo e mente. O desafio para os médicos em responder às críticas sobre o uso da catarse tem sido conceituar a ponte entre passado e presente ao avaliar métodos emotivos.

Embora o uso da catarse tenha sido um elemento chave no tratamento durante os primeiros duzentos anos da psicoterapia inicial (Mesmer, Charcot, Janet e Breuer), a rejeição de Freud ao método catártico dentro da psicanálise e sua confiança na associação livre, “A cura ela palavra” como uma forma suficiente de ab-reação, expandiu-se até dominar o campo. Por volta de 1920, métodos de Psicoterapia emotiva ficaram à margem da prática psicológica convencional. Freud deu como uma das razões para rejeitar métodos emotivos, sua frustração como neurologista ao tentar teorizar nos trabalhos sobre emoção. Embora alguns de seus colegas tenham continuado a confiar no método catártico (notavelmente Ferenczi, Brown e Reich) e embora uma segunda onda de interesse tenha desenvolvido métodos adicionais no começo dos anos 50 (Janot, Lowen, Perls, Casriel e Jackins) a literatura acadêmica continuou a rejeitar a catarse, seguindo Freud.

c) Carl Gustav Jung:

Escrevendo em 1929, Jung identificou quatro aspectos da análise considerados por ele “estágios” do tratamento analítico. Lambert (1981) e M. Stein (1982) apontaram que os quatro estágios não são necessariamente seqüenciais, porém caracterizam vários aspectos do trabalho analítico.

O primeiro dos quatro estágios é a catarse ou purificação (ver AB-REAÇÃO). Jung falava disso como a aplicação científica de uma antiga prática, ou seja, a confissão, e a ligava a ritos e práticas de INICIAÇÃO. Aliviar o self de alguém abrindo-se para um outro ser humano provoca ruptura de defesas pessoais e do isolamento neurótico; daí a preparação do caminho para um novo estágio de crescimento e um diferente status.

d) Conclusão:
Este post serve como base de elucidação sobre a Catarse. Ainda trabalharei o tema em outros níveis e aspectos de nossos dias de religiosidade emotiva.
Claro que não definirei toda a manifestação divina como catarse. Isto seria uma alusão porca generalizada, mais à frente vou procurar questionar sim ALGUMAS destas manifestações de nossos dias usando os termos da catarse.

http://cartesianofinito.blogspot.com/2007/10/desvendando-catarse-1.html
http://explicadinho.blogspot.com

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