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Febre Amarela dezembro 21, 2008

Posted by lilaliss in saude.
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A Febre Amarela é uma doença infecciosa causada por um flavivírus, para o qual está disponível uma vacina altamente eficaz.
A doença é transmitida por mosquitos do gênero Haemagogus e ocorre exclusivamente na América Central, na América do Sul e na África. No Brasil, é geralmente adquirida quando uma pessoa não vacinada entra em áreas de transmissão silvestre, especificamente em regiões de cerrado, florestas. Uma pessoa não transmite diretamente para outra. Para que isto ocorra, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus ter se multiplicado, pique um indivíduo que ainda não teve a doença e não tenha sido vacinado.
Apesar de se falar em duas formas de contágio (silvestre e urbana), o vírus é o mesmo, só o mosquito que é de uma espécie diferente. No país, desde 1942 casos de Febre Amarela urbana não são registrados, devido o controle preventivo e a erradicação do transmissor.
O Aedes Aegypti, transmissor da Dengue e comum em áreas urbanas, também pode inocular o flavivírus, desde que antes pique alguém já infectado. Essa possibilidade não é tão cogitada pelos órgãos de saúde, já que logo ao aparecerem os primeiros sintomas, os infectados com a Febre Amarela permanecem internados em hospitais.
» Manifestações
A maioria das pessoas infectadas com o vírus da febre amarela desenvolve sintomas discretos ou não apresenta manifestações da doença. Os sintomas da febre amarela, quando ocorrem, em geral aparecem entre 3 e 6 dias após a picada. As manifestações iniciais são febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço e calafrios. Em algumas horas podem surgir náuseas, vômitos e, eventualmente, diarréia. Após três ou quatro dias, a maioria dos doentes (85%) recupera-se completamente e fica permanentemente imunizado contra a doença.
Cerca de 15% das pessoas que apresentam sintomas evoluem de forma grave, que tem alta letalidade. Em geral, um ou dois dias após um período de aparente melhora (que pode não existir) há reexacerbação dos sintomas. A febre reaparece e a pessoa então passa a apresenta dor abdominal, diarréia e vômitos. Os vômitos e as fezes podem ser hemorrágicos. Surgem icterícia (olhos amarelados, semelhante à hepatite) e manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos no nariz, gengivas e lábios) e ocorre funcionamento inadequado de órgãos vitais como fígado e rins. Como conseqüência, pode haver diminuição do volume urinário até a anúria total e coma. A evolução para a morte pode ocorrer em até 50% das formas graves, mesmo nas melhores condições de assistência médica. As pessoas que sobrevivem, recuperam-se totalmente.
» Medidas de proteção individual
O Cives (Centro de Informação em Saúde para Viajantes) recomenda que o viajante seja vacinado, observando-se as contra-indicações, ao se dirigir para qualquer área de todos os países, inclusive o Brasil, que tenham qualquer tipo de transmissão de febre amarela, independentemente da exigência do Certificado Internacional de Vacinação ou do registro atual de ocorrência de casos. Essa recomendação é absolutamente crítica e a vacina deve ser aplicada com pelo menos dez dias de antecedência em relação à viagem.
A vacinação pode ser realizada em qualquer dos centros municipais de saúde e aeroportos (esse segundo para a emissão do Certificado Internacional de Vacinação, que também pode ser realizado nos Postos da Anvisa). O Certificado tem validade por 10 anos, a contar a partir do décimo dia da primeira aplicação da vacina. É importante destacar que apenas os habitantes das áreas consideradas de risco e os viajantes tomem a vacina (uma única dose).
» Áreas de Risco
No Brasil, apenas os estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, o leste da Bahia e Paraná não são consideradas áreas de risco.
Até o momento, dez mortes já foram confirmadas. Na maioria dos casos, pessoas que estiveram nos estados do Centro-Oeste, em áreas silvestres e rurais. VIA

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